sexta-feira, 27 de março de 2015


Reuniões 'regadas' a riso geram mais (e melhores) ideias




Um grupo de investigação esteve presente em 54 reuniões regulares de equipa com o intuito de desenvolver o primeiro estudo do género: observar reuniões profissionais e avaliá-las de acordo com o humor e o riso, refere o site Big Think.


O trabalho foi publicado no ‘Journal of Applied Psychology’ e examinou os padrões de comportamento de cada participante das reuniões. Desta análise resultaram duas observações importantes, cuja frequência as coloca num campo superior ao mero acaso.

Quando alguém diz uma piada, a frequência com que se vão dizer mais piadas e com que as pessoas se vão rir aumenta. Mais ainda: “os padrões de humor despoletam uma comunicação socio emocional positiva, uma estrutura de procedimentos e novas soluções”, revela o mesmo estudo.

Estas reuniões ‘engraçadas’ não são definidas por humor casual ou riso individual mas sim por padrões de humor. Isto é, as equipas funcionam melhor quando todos riem e encorajam o humor dos outros.

Porquê? Porque nos momentos após as cadeias de riso acalmarem, as equipas têm maior probabilidade de se envolverem num comportamento produtivo e aceitador, como propor novas ideias, fazer perguntas, elogios e encorajar a intervenção de terceiros.

O cartoonista Robert Mankoff, da revista The New Yorker, chegou a dizer à mesma publicação que uma pessoa que tem a capacidade de fazer as pessoas rir, tem uma forma diferente de ver o mundo e pode inspirar outros a fazer o mesmo, em contraste com pontos de vista inférteis e estagnados.

No entanto (e isto é para os empregadores), existe outra conclusão: quando os membros de uma equipa não se sentem seguros no seu trabalho, o humor e o riso são estéreis. Isto é, a segurança é muito importante para a sensação de liberdade e sem esse componente toda a energia é gasta em preocupações com o futuro.
 
2015-02-19, Fonte: Notícias ao Minuto

 

 

 

 

terça-feira, 24 de março de 2015

Compromisso profissional em crise



06.03.2015 | Por Cátia Mateus



Fidelizar e comprometer o talento com as metas da organização é o principal desafio da atualidade em matéria de gestão de capital humano, para 87% dos líderes empresariais e diretores de recursos humanos. A conclusão resulta do estudo anual da Deloitte, “Tendências Globais do Capital Humano: Liderar no Novo Mundo do Trabalho”, esta semana divulgado que espelha um agravar desta preocupação face a 2014.



Desde o ano passado que o problema está identificado e que se tem agravado. Os líderes empresariais e os diretores de recursos humanos têm dificuldade em comprometer os seus profissionais com os objetivos e exigências diárias das organizações. No último ano, 79% identificaram esta dificuldade no relatório “Tendências Globais do Capital Humano”, da Deloitte. O número sobe este ano para os 87%. Para a consultora, “apesar de identificado o problema, a maioria das organizações continua a não desenvolver as ações corretas no sentido de reforçar e alinhar a sua cultura, colocando possivelmente em risco o seu crescimento futuro”.?


continuação da noticia :

http://expressoemprego.pt/noticias/compromisso-profissional-em-crise/3695








domingo, 22 de março de 2015


Governo recruta gestores no privado

Duas empresas de “executive search” estão a entrevistar quadros com vista à seleção dos futuros gestores dos quatro programas operacionais (PO) temáticos, que vão distribuir quase 12 mil milhões de euros dos fundos europeus para o período 2014-2020. É uma “inovação”, uma “rutura” com a “forma tradicional de trabalhar da Administração Pública”, assume o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Castro Almeida.

Ao que o Expresso apurou. pelo menos desde o final de agosto, a Heidrick & Struggles e a Boyden entrevistaram pessoas, sobretudo com carreira no sector privado e sem ligações ao funcionalismo público. Nas conversas, os elementos das empresas deixaram perceber que especificidades adquiridas no sector privado seriam particularmente valorizadas na apreciação. Este perfil contrasta com o currículo dos anteriores gestores dos PO temáticos, escolhidos entre altos quadros do funcionalismo público (embora possam também ter passado pelo privado).

As empresas encarregadas do recrutamento “valorizaram muito uma valência de gestão financeira”, disse ao Expresso José Santos Soeiro, o presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão (ADC), criada pelo Governo para coordenar as políticas cofinanciadas pelos fundos europeus - e entidade que contratou diretamente a Heidrick & Struggles e a Boyden. A primeira pertence ao grupo Ongoing. A segunda é a multinacional de recursos humanos para a qual entrou em março o ex-presidente da Cãmara do Porto Rui Rio.

O Executivo esclarece que foram entrevistados quadros do privado e da Administração Pública. Castro Almeida defende o novo modus operandi: “É preciso ter gente de altíssima qualidade. São eles que vão decidir sobre milhares de milhões de euros. Quisemos procurar os melhores, mesmo gente que está bem e com emprego. E para isso estamos a fazer uma aproximação aos métodos seguidos pelas empresas privadas, que contratam as head-hunters que lhes podem indicar os quadros com o melhor perfil”.

“Profissionalizar a escolha”

Para o secretário de Estado, “até agora o método tradicional de seleção tem sido a livre escolha. Ora, nós quisemos profissionalizar essa escolha”. Trata-se de “um passo em frente” e de “uma mudança virtuosa”, afirma. E de certa forma antecipando-se à critica, deixa cair que “tudo o que é inovador causa perturbação e descontentamentos”.

Nunes Correia, ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional do Governo de José Scrates - e responsável no Executivo pela coordenação da aplicação do anterior quadro comunitário (2007-2013) -, diz que esta prática demonstra a “hostilidade e a falta de respeito do atual Governo com tudo o que cheire a Administração Pública”. O ex-ministro diz que, no passado, “tendo em conta a natureza da tarefa, o conhecimentos dos fundos comunitários e da máquina do Estado era um requisito fundamental na escolha do gestor”. A identificação dos candidatos era feita a partir dos ministérios e nos organismos do Estado, nunca tendo havido o recurso a qualquer entidade externa para fazer o recrutamento, garante.

Segundo Fernando Neves de Almeida, managing partner da Boyden, o perfil dos entrevistados foi “definido” pela sua empresa, “com base no que irá ser a função das pessoas em questão”. A Heidrick & Struggles não deu qualquer resposta.

A totalidade dos chamados FEEI (fundos europeus estruturais e de investimento), sigla atual para os dinheiros oriundos de Bruxelas e destinados a Portugal até 2020, ascende a €25,6 mil milhões. Desse bolo, os PO temáticos, os confiados a gestores em processo de recrutamento, são uma camada significativa (quase €12 mil milhões), dividida em quatro fatias: PO competitividade e internacionalização, €4,4 mil milhões; PO inclusão social e emprego, €2,1 mil milhões; PO capital humano, €3,095 mil milhões; e PO eficiência de recursos e sustentabilidade, €2,2 mil milhões). Cada PO terá uma comissão diretiva, chefiada por um presidente ou gestor.

Cada empresa, segundo o presidente da ADC, entregou cinco perfis para cada gestor (20 pessoas no total). Entre as listas da Boyden e da Heidrick & Struggles (cujo trabalho custará cerca de €100 mil) há nomes repetidos, revela José Santos Soeiro. E entre eles, “há pessoas que exercem ou já exerceram no passado este tipo de funções”, acrescenta.

A palavra final será do Governo. O objetivo é “escolher as pessoas e submeter os seus nomes à CRESAP [a comissão que dá parecer sobre a nomeação de gestores públicos] até ao final de outubro”, diz o secretário de Estado. “E ficaríamos muito confortados se vierem a ser escolhidas pessoas da Administração Pública que já estão a gerir fundos”, admite.



https://www.boyden.pt/portugal/pt/media/8886/governo_recruta_gestores/index.html

 

segunda-feira, 16 de março de 2015

Acha mesmo que ser feliz no trabalho não é um direito? - Fátima Rodrigues







Se é uma pessoa da gestão tradicional, da velha guarda, provavelmente estará a pensar no que é que esta coisa da felicidade o torna melhor gestor ou lhe traz mais números positivos no final do trimestre. Até é capaz de pensar que o que o faz feliz é o total do seu extrato bancário e que, quanto mais apertar consigo e com a sua equipa, mais este cresce.

Sabe que, apesar de ter dedicado toda a minha vida a ajudar os outros a serem mais felizes, porque acredito que a felicidade vem da partilha do que sabemos, da consideração pelos outros, do otimismo e energia que transmito aos que comigo interagem, e nem sempre o ver reconhecido, alegra-me saber que há mais pessoas preocupadas com o assunto.

Sabia que se celebra a 20 de março o Dia Internacional da Felicidade? E que este foi criado pelas Nações Unidas em 2012, como reconhecimento da relevância da felicidade e do bem-estar universal, enquanto aspirações de todos os seres humanos, e como forma de incitar ao seu reconhecimento, através das políticas públicas de cada país?

Então, se as Nações Unidas pretendem que os governos tomem medidas para potenciar da felicidade dos seus cidadãos, vendo-a como uma aspiração e um direito de todos eles, porque é que na sua empresa haveria de ser diferente? Acha mesmo que os seus colaboradores não têm como aspiração serem felizes no trabalho? Já pensou que estes passam mais tempo de vida consigo do que com as suas famílias? Estes dedicam à empresa pelo menos 8h por dias em pelo menos cinco dias da semana. Pensando que durmam diariamente umas 7h, despendam mais 2h nas deslocações, mais 1h na pausa do almoço, e que ainda há compras a fazer e outras tarefas incontornáveis, já pensou quanto tempo passam efetivamente com as suas famílias e quanto passam na sua empresa?



http://www.portaldalideranca.pt/arquivo/destaque/acha-mesmo-que-ser-feliz-no-trabalho-nao-e-um-direito-fatima-rodrigues


sábado, 14 de março de 2015

Saber gerir a promoção

 
 
SAPO Emprego
Evoluir na carreira sem percalços.

Acabou de ser promovido! O reconhecimento dos seus superiores e os parabéns dos colegas não podiam ser melhor indício de que o esforço com que se dedicou às suas funções e à empresa, valeu a pena. Mas, como seria de esperar, um novo lugar e um novo estatuto na organização, traz consigo muitas dúvidas e receios. Será que vai ser capaz de lidar com as suas novas funções? Será que corresponde às expectativas que foram criadas quanto ao seu desempenho? Será que assumir um papel de chefia não irá pôr em causa a sua relação com os outros? Não se preocupe, reunimos as melhores dicas para o ajudar a ser bem sucedido depois de uma promoção!

- Mantenha boas relações com os ex-colegas. É importante integrar-se bem na nova equipa, mas sem descurar os seus antigos colegas. Não quebre as relações profissionais mais antigas, pois nunca se sabe quando é que os seus caminhos se voltam a cruzar.

- Prepare bem a sua saída. Lembre-se que apesar de mudar de funções, mantém-se na mesma empresa. Não deixe projectos pendentes nem situações problemáticas para o seu sucessor, pois podem sempre vir a comprometer o seu novo lugar.

- Fomente laços de proximidade. Peça para ser apresentado à equipa com quem vai trabalhar e esforce-se por aprender rapidamente os nomes e funções de toda a gente.

- Demonstre confiança nos seus colaboradores. Se vai chefiar um grupo de trabalho, manifeste a sua total confiança no sucesso daquela equipa. Um voto de confiança é um meio garantido de conseguir empenho e lealdade.

- Assuma a perspectiva do “global”. Evite falar constantemente em nome individual. Falando da equipa como um todo, irá estimular o sentimento de equipa e colaboração.

- Transmita uma imagem positiva de si. Lembre-se que, muitas vezes, a ideia que os outros têm de nós pode ser tão ou mais importante do que a qualidade do nosso trabalho.

- Não se prenda a pormenores. Para saber dirigir a equipa para um objectivo comum, é necessário que olhar para a empresa como um todo, e aprender a delegar algumas das pequenas responsabilidades do dia-a-dia.

- Esteja atento à cultura empresarial. Se pretende introduzir novos procedimentos no seu departamento, não se precipite. Resista à tentação de fazer alterações antes de ter assimilado por completo o ambiente que o rodeia.

- Seja justo e coerente. Para gerir uma equipa é preciso saber lidar com paridade com cada elemento, mesmo que tenha sob a sua responsabilidade amigos, ex-colegas ou pessoas com quem não tem qualquer afinidade nem simpatia.

- Não subestime o seu equilíbrio pessoal. É natural que, numa fase inicial, sinta que tem menos tempo para a sua família, amigos e para si mesmo. Procure manter algum equilíbrio, guardando tempo para a sua vida pessoal.
 

sexta-feira, 13 de março de 2015




 
A gestão de recursos humanos tem tradicionalmente considerado como sua área de intervenção e investigação a actuação sobre características dos recursos humanos internos de uma organização. No entanto, as pessoas fluem através das organizações, atravessando normalmente várias organizações ao longo da sua vida activa. A passagem por organizações singulares altera de forma significativa as características individuais dos recursos humanos: qualificações, experiência, atitudes modificam-se ao longo dos percursos individuais. No entanto, porque este percurso, por definição, acontece através de várias organizações, ele é invisível para as organizações individualmente consideradas e não é portanto objecto de reflexão e intervenção por parte da gestão de recursos humanos. Este processo é interessante quer do ponto de vista económico, quer social, quer psicológico. Ele é de particular relevância se pensarmos no empreendedorismo e nos empreendedores. As pequenas ou as muito pequenas empresas são muito vulneráveis à qualidade dos recursos humanos disponíveis numa sociedade: não tendo capacidade, pelo menos inicialmente, de investir fortemente na formação ou mesmo em bons sistemas de recrutamento, selecção e retenção dos recursos humanos, elas estão dependentes da maior ou menor abundância das características desejáveis no seu contexto próximo. A constatação desta dependência implica uma reflexão sobre a natureza da responsabilidade social das empresas, no que respeita à capacidade de um tecido económico se regenerar através das iniciativas de empreendedores individuais. E implica também uma reflexão sobre o âmbito adequado das teorias e modelos da gestão de recursos humanos, sugerindo que este âmbito pode e deve ser alargado para integrar nas práticas de gestão de recursos humanos práticas de gestão social das carreiras individuais.

Um post para pensar…
 

 
Colocamos aqui algumas noticias divulgadas nos nossos media acerca da importância de uma boa gestão e as potencialidades da mesma.

 

Gestão sustentável permitia aumentar capturas, receitas e emprego nas pescas

Lusa 13 Mar, 2015, 07:37

Portugal poderia aumentar a quantidade de peixe capturado, as receitas obtidas e o número de postos de trabalho no setor pesqueiro se fizesse uma gestão baseada na sustentabilidade dos recursos, concluiu um estudo hoje divulgado.


 

Carlos Coutinho defende Gestão Pública da Água com base no sucesso da Águas do Ribatejo

O presidente da Câmara Municipal de Benavente, Carlos Coutinho (…) referiu

“No Ribatejo, contra a vontade de muitos, provámos que é possível assegurar serviços de qualidade com tarifários mais económicos e mantendo a proximidade com as populações que servimos”. (…) “Nestes cinco anos , a Águas do Ribatejo investiu 110 ME, e conseguimos assegurar a sustentabilidade económica da empresa, apresentando exercícios com resultados positivos”.

 

Podem consultar esta noticia em:
http://www.oribatejo.pt/2015/03/12/carlos-coutinho-defende-gestao-publica-da-agua-com-base-no-sucesso-da-aguas-do-ribatejo/

 
 
Assunção Cristas acusa Governo de Sócrates de «má gestão»

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, lamenta que Portugal tenha que devolver a Bruxelas 143 milhões de euros referentes a fundos agrícolas (...).


O jornal Público adianta na edição de hoje (11/03) que a Direcção-Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Comissão Europeia está a exigir ao governo português o reembolso de 143,4 milhões de euros relativos a pagamentos irregulares aos agricultores portugueses nos anos de 2009, 2010 e 2011.

«Portugal foi muito desleixado (...), não fez a revisão do parcelário agrícola e, portanto, nós temos multas, que são várias, em lotes de três, multas que dizem respeito a 2005, 2006, 2007, 2008, dizem respeito a 98 milhões de euros e por fim a notícia que é dada hoje, que é de 2009, 2010 e 2011 correspondente a 143 milhões de euros», explicou a governante.

De acordo com a ministra da Agricultura, Portugal tem um total de «277 milhões de euros» para pagar a Bruxelas, sublinhando que o atual governo tem «estancado» as multas a pagar, uma vez que foi feita a revisão do parcelário agrícola.

Pode consultar esta notícia em:
http://www.tvi24.iol.pt/politica/fundos-comunitarios/assuncao-cristas-acusa-governo-de-socrates-de-ma-gestao



Nesta publicação podemos ver vários aspetos importantes nomeadamente que uma boa gestão poderá levar ao aumento da rentabilidade de uma empresa e de um setor;  que a gestão de recursos essenciais (água) poderá ser rentável e as consequências de uma má gestão para o país.